segunda-feira, abril 07, 2008

Soneto da separação - Vinícios de Morais


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E as bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o presentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

2 comentários:

Aline disse...

Não é drama. Não é melancolia.
Não quero adulações. Não quero chamar sua atenção.

O fim é só o começo de um novo início.

Renata disse...

Ow, tô amndando vibrações de muita porrada na sua cara nesse momento ok?

Se não entendeu a parada de vibração asiste a bosta de ''o segredo'' q é bosta mas funciona então...ah

E se vc fizer essas papagaiadas de novo eu vou pessoalmente te torturar a la silvia calabresi